domingo, 18 de setembro de 2016

Espírito Santo tem 171 mil doses extras para campanha de vacinação

O Espírito Santo recebeu do Ministério da Saúde 171 mil doses extras das vacinas que serão ofertadas durante a Campanha Nacional de Multivacinação, que começa na segunda-feira (19) e vai até o dia 30 de setembro. O Estado tem 545 salas de vacinação, e todas devem funcionar durante a mobilização. O chamado dia D, que é quando os municípios abrem as unidades de saúde no sábado para facilitar o acesso da população, será realizado no dia 24, ou seja, no primeiro fim de semana após o início da campanha.

Foto: Assessoria de Comunicação/Sesa
A Secretaria de Saúde do Espírito Santo (Sesa), que coordena a distribuição dos imunobiológicos enviados pelo Ministério da Saúde, destaca que as vacinas que serão administradas durante a campanha estão disponíveis todos os dias nas unidades de saúde municipais. No entanto, a realização da campanha serve para chamar a atenção para a importância de manter a caderneta de vacinação da criança e do adolescente em dia.

A coordenadora do Programa Estadual de Imunizações, Danielle Grillo, orienta que pais e responsáveis levem as crianças menores de 5 anos (até 4 anos 11 meses e 29 dias) e as crianças e os adolescentes na faixa de 9 a menores de 15 anos (até 14 anos 11 meses e 29 dias) a uma unidade de saúde municipal, no período da campanha.

“É importante aproveitar essa oportunidade e levar a carteira de vacinação para se avaliada pelo profissional de saúde. Assim você terá a certeza de que seu filho ou a criança ou o adolescente pelo qual você é responsável está protegido”, disse a coordenadora.

Segundo Danielle Grillo, além da cota extra enviada pelo governo federal, os municípios capixabas contam com as vacinas enviadas mensalmente, totalizando 468,7 mil doses disponíveis na campanha de multivacinação.


Poliomielite

Todas as vacinas do Calendário Nacional de Vacinação da Criança e do Adolescente são extremamente importantes, mas, neste momento, a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações chama atenção principalmente para a vacinação contra poliomielite. Ela diz que este é um momento de transição do plano de erradicação mundial da pólio, e o esquema e a composição dessa vacina – que é administrada em menores de 5 anos – estão sendo alterados.

Danielle explica que até o ano passado eram aplicadas duas doses da vacina inativada contra poliomielite (VIP), injetável, aos 2 e aos 4 meses, e a terceira dose  e os reforços eram feitos com a vacina oral contra poliomielite (VOP), ou seja, a gotinha, aos 6 e aos 15 meses e também aos 4 anos de idade.

A partir deste ano, as crianças passaram a receber as três primeiras doses do esquema com a VIP aos 2, aos 4 e aos 6 meses de vida. Já a VOP continua sendo administrada como reforço aos 15 meses, aos 4 anos e também durante a campanha nacional de multivacinação, para que as crianças tenham oportunidade de receber a vacina caso estejam com o esquema vacinal incompleto.

“A VOP trivalente, que protege contra os sorotipos 1, 2 e 3 da poliomielite, foi substituída pela VOP bivalente, que oferece imunização contra os sorotipos 1 e 3. O sorotipo 2 a criança vai receber ao tomar a VIP. O reforço com VOP continua sendo feito porque a vacina oral faz o que chamamos de imunidade rebanho. A criança expele o vírus no ambiente e a população também se beneficia da imunização daquela criança. Para o futuro, a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que só exista a vacina inativada contra pólio”, detalha.

Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações, hoje a doença afeta um número reduzido de crianças ao redor do mundo. No entanto, esta situação pode mudar rapidamente se a erradicação não for completa, uma vez que a doença tem potencial epidêmico.
 

Outras mudanças

HPV: a vacina contra o Papilomavírus Humano passou a ser administrada em duas doses em vez de três, com intervalo de seis meses entre elas. Meninas e mulheres com idade entre 9 e 26 anos que vivem com HIV continuam recebendo o esquema de três doses.

Meningocócica: o reforço desta vacina, que era administrado aos 15 meses, agora é feito de preferência aos 12 meses, mas pode ser administrado até os 4 anos. As primeiras doses da vacina continuam sendo realizadas aos 3 e aos 5 meses.

Pneumocócica 10-valente: houve redução de uma dose, passando a ser administrada em duas doses, aos 2 e aos 4 meses, com um reforço feito preferencialmente aos 12 meses, mas que pode ser recebido até os 4 anos.


Vacinas que serão ofertadas na campanha BCG: protege contra formas graves de tuberculose; Pentavalente: protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e haemophilus influenzae tipo B (bactéria que causa meningite); Pneumocócica 10-valente: protege contra o pneumococo, bactéria que causa pneumonia e meningite; Meningocócica C: protege contra o meningococo C, bactéria que causa meningite; Rotavírus: protege contra diarreia e desidratação; VIP: protege contra os sorotipos 1, 2 e 3 da poliomielite VOPb: protege contra os sorotipos 1 e 3 da poliomielite Tríplice Bacteriana Acelular (dTpa): protege contra difteria, tétano e coqueluche Dupla Adulto (dT): protege contra difteria e tétano Tríplice Viral: protege contra sarampo, caxumba e rubéola; Tríplice Bacteriana (DTP): protege contra difteria, tétano e coqueluche; dTpa: é administrada em adolescentes grávidas e protege contra difteria, tétano e coqueluche.  Hepatite A: protege contra a hepatite A. Varicela: protege contra catapora HPV: protege contra quatro tipos de papilomavírus humano, dois deles responsáveis por 90% das verrugas genitais e os outros dois pelo aparecimento de cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero. Febre Amarela: protege contra a febre amarela e é recomendada para crianças e adolescentes que vão se deslocar para áreas fora do Espírito Santo com recomendação de vacinação.  

Fonte: Sesa

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