segunda-feira, 4 de julho de 2016

Citricultura é destaque no Espírito Santo


O Espírito Santo apresenta clima e solo favoráveis à produção de frutas cítricas para consumo in natura. Os frutos obtidos são de qualidades físico-químicas muito boas, principalmente em função da alternância de temperaturas moderadamente altas durante o dia e menores durante a noite na época de maturação, o que permite maior fotossíntese líquida, favorecendo a maior concentração de sólidos solúveis e de ácidos no suco. A alternância de temperatura também favorece melhor coloração da casca. Além disso, o Estado tem a maioria das unidades de produção agrícola de base familiar, que se adaptam bem à produção de frutos para consumo in natura.
Foto: Assessoria de comunicação/Incaper 
O Brasil é o maior exportador de suco concentrado e congelado do mundo e, no entanto, não possui tradição na produção de fruta para consumo in natura, com um vasto mercado a ser explorado. 
 
Dentre as espécies cítricas, as tangerinas e seus híbridos ocupam posição de destaque, constituindo o segundo grupo mais importante na citricultura mundial. A Ponkan (Citrus reticulata Blanco) ocupa a maior faixa de adaptação climática entre os cítricos e é tolerante a algumas doenças recorrentes na citricultura. Originária da Índia, e por causa de suas boas qualidades, difundiu-se rapidamente pelo Oriente e foi introduzida na Europa em 1805, e nos Estados Unidos em 1892-93. Também é conhecida por Ponkan, no Sul da China e em Formosa; por Batangas, nas Filipinas, e por Nagpur, Suntara ou Santra, na Índia. Ela é o cultivar mais divulgado no mundo.
 
Produção
 
No Estado, a produção de citros é uma importante fonte geradora de alimento, emprego e renda. Em 2015, numa área de 3.855 ha, esta atividade proporcionou um volume de produção da ordem de 54.379 t de frutos, gerando um valor na produção de R$ 67.679.010,00. 
 
Apesar dessa produção estadual, expressiva quantidade de frutas cítricas é importada de outros estados brasileiros para atender ao mercado interno. As importações, além de causar evasão de divisas, concorrem para limitar a expansão da atividade citrícola capixaba. 
 
Mercado
 
O mercado de frutas cítricas no Espírito Santo é constituído por cerca de 5 milhões de consumidores, munícipes capixabas e de vários municípios do Norte do Estado do Rio de Janeiro, do Leste de Minas Gerais e do Sul da Bahia. Esse mercado se amplia a cada ano, tendo se expandido para os estados brasileiros das regiões Norte e Nordeste, principalmente com as exportações de tangerina ‘Ponkan’. Como decorrência, observa-se a necessidade do mercado consumidor de maior oferta de frutos cítricos durante todo o ano, para consumo nas épocas mais quentes. Isso traz vantagens para o produtor que obtém preços remuneradores ao comercializar frutos na entressafra e para o consumidor, que tem disponibilidade de frutos cítricos frescos durante esse período.
 
Para melhor difusão e organização da citricultura de montanha, os trabalhos que estão sendo desenvolvidos pelo Polo de Tangerina, desde 2010, quando foi lançado pelo Governo do Estado, são compostos por ações de desenvolvimento científico e tecnológico, com a aplicabilidade dos conhecimentos gerados e grande potencial para transformação da cadeia produtiva dos citros no Espírito Santo, por meio de ações de extensão rural, assistência técnica e pesquisa, utilizando-se de metodologias grupais para melhor socialização desses conhecimentos. Isso vem permitindo aos agricultores familiares atingirem maiores patamares de sustentabilidade na agricultura capixaba, nos aspectos econômico, ambiental e social. Assim como pesquisas vêm sendo desenvolvidas para recomendação de novos cultivares, em propriedades do Incaper e de agricultores familiares e parcerias com as Escolas Famílias, pesquisas estas financiadas pela FAPES.
 
“Todas estas ações desenvolvidas visam dar ao agricultor facilidade e competência para ter acesso a mercados em épocas diferenciadas de comercialização, com a redução dos custos de produção, a melhoria na produtividade e na qualidade e a agregação de renda à propriedade rural (aspecto econômico). Isso vai refletir na geração de postos de trabalho, no bem-estar da família rural, do trabalhador, dos consumidores, na circulação de mercadorias nos mercados locais (aspecto social), no manejo ecológico de pragas e doenças, na preservação do meio ambiente com a produção integrada de frutas e na redução significativa do uso de agrotóxicos (aspecto ambiental)”, ressaltou o coordenador do Polo de Tangerina e pesquisador do Incaper, Sebastião Antônio Gomes.
 
Outros aspectos a serem considerados são a inovação e a melhoria tecnológica nos agroecossistemas dos pomares cítricos, a diversificação com o propósito de alongar o período de colheita e tornar a oferta regular ao longo do ano, imprescindível para acesso e permanência nos principais mercados, e a diversificação agrícola como estratégia para reduzir riscos e vulnerabilidade da citricultura capixaba. 
 
Benefícios para a saúde 
 
A tangerina é uma fruta cítrica rica em vitaminas A e C e sais minerais como potássio, cálcio e fósforo. A vitamina C é essencial para o sistema imunológico. A vitamina A é indispensável para a saúde dos olhos e da pele e aumenta a resistência às infecções. As vitaminas do complexo B fortificam os nervos. A tangerina é considerada grande fonte de magnésio. O ser humano precisa de magnésio, apresentando maior concentração desse mineral nos ossos e músculos. Ele tem papel importante na síntese das proteínas, na contratilidade muscular e na excitabilidade dos nervos. 
 
A tangerina é conhecida pelo seu efeito diurético, digestivo e pelo aumento na eficiência física. É também indicada nas hipertensões arteriais e na prevenção da arterioesclerose. É laxativa, pois apresenta grande quantidade de fibras, devendo ser ingerida com o bagaço para melhorar o funcionamento do intestino. A riqueza de fibras da tangerina protege ainda de outras doenças como câncer, diabetes, hipertensão e outras doenças cardiovasculares. O chá das folhas é considerado popularmente como calmante. Conserva-se bem em geladeira por até três semanas.

Fonte: Incaper 


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