quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Moradores convivem com esgoto sem tratamento e mosquitos em bairro de Afonso Cláudio

Kennedy Lenk

Peixes morrendo por falta de oxigênio e mosquitos tirando o sono de moradores do Bairro Grama em Afonso Cláudio, é uma triste realidade. A falta de chuva e a irrigação desordenada explicam a falta d’água no Rio Arrependido, que corta o Bairro mais verde de Afonso Cláudio.

                                                                          Foto: Kennedy Lenk/Rádio Educadora

O que precisa ser explicado, a população do bairro cobra do poder executivo. Esgoto sem tratamento caindo direto no rio causa a proliferação de mosquitos, que apavora os moradores. Quando falta a resposta, o pedido de socorro sempre chega a um programa de rádio do município.

Funcionários de várias secretarias da Prefeitura Municipal foram ao local na tarde desta terça-feira (29) para analisar a situação e decidir o que deve ser feito com relação aos mosquitos que residem no bairro há meses, atormentando os moradores. Lá estavam Léia Lamas e Jerry Bosco Novaes, presidente e vice da Associação de Moradores, respectivamente.


A conclusão de que uma represa deveria ser aberta foi consenso. O caso é tão sério que a Defesa Civil, a Secretaria de Meio Ambiente e a Coordenadoria da Vigilância Sanitária estavam no local para realizar estudos e juntos decidirem o que fazer para amenizar o problema.

“Abrimos a represa na esperança de que as larvas fossem embora com a água. Mas é necessário que as margens do rio sejam limpas, por conta do material orgânico. O esgoto parado é um convite para os mosquitos, mas estamos trabalhando”, disse a coordenadora da Vigilância de Saúde Rejane Reblin Vargas.

A Administração quer uma solução para os problemas relacionados ao esgoto e mosquitos daquele bairro. Sobre os efeitos da estiagem, recentemente foi decretada situação de emergência no município por conta da falta de chuvas e do uso abusivo da água na região.


Entretanto, é certo que muitos agricultores e famílias da cidade pouco fazem para contribuir com o propósito. Nascentes já secaram e muitos rios estão no leito da morte, principalmente aqueles que passam por propriedades, cujos plantios estão vistosos com tanta água.

Cidadãos que querem ajudar reclamam que não existe um número de telefone específico para as denúncias do uso exacerbado de água. O programa da Rádio Educadora continua sendo o canal entre a população e todos os órgãos, na busca de soluções. A resposta acontece à medida do possível.

Fonte: Montanhas Capixabas

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