sábado, 12 de setembro de 2015

Espírito Santo ultrapassa meta de vacinação contra paralisia infantil

 Com o encerramento da 36º Campanha Nacional de Vacinação contra Poliomielite, no dia 31 de agosto, a Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (Sesa) decidiu prorrogar a mobilização para que mais crianças fossem imunizadas, e a estratégia deu certo. A meta era vacinar 95% do público-alvo, estimado em 229.535 crianças com idade entre 6 meses e menos de 5 anos, mas 98,73% desse total, ou seja, 226.610 pequenos, receberam as gotinhas.

Foto: Assessoria de Comunicação da Sesa
A coordenadora do Programa Estadual de Imunizações, Danielle Grillo, considera que a cobertura vacinal por região de saúde também foi boa. A Região Central alcançou 103,99% do público-alvo; a Região Norte, 100,59%; a Região Sul, 99,31%; e a Região Metropolitana, 96,63%. Ao todo, 72 municípios capixabas superaram o percentual de imunização proposto pelo Ministério da Saúde e, entre esses, 42 atingiram mais de 100% de cobertura vacinal.

“Esses resultados são importantes porque demonstram nossa capacidade de manter uma cobertura vacinal alta contra poliomielite, diminuindo o risco de reintrodução da doença em nosso território. Graças a esse esforço, o Espírito Santo não registra caso da doença desde 1988, e o Brasil desde 1990”, salienta Danielle Grillo.

Com a prorrogação do prazo de vacinação por mais sete dias, o Espírito Santo se posicionou entre os quatro estados que mais vacinaram contra paralisia infantil na 36º Campanha Nacional de Vacinação contra Poliomielite. Em primeiro está Rondônia, com 100,94% do público-alvo imunizado; em segundo, Rio de Janeiro, com 99,72%; em terceiro, Sergipe, com 99,17%.

Poliomielite

Em informe técnico enviado aos Programas Estaduais de Imunizações, o Ministério da Saúde salienta que desde a realização da Assembleia Mundial da Saúde, em 1988, a incidência mundial de poliomielite reduziu mais de 99%, e o número de países onde a doença é endêmica passou de 125 para 3 (Nigéria, Paquistão e Afeganistão).

Ressalta ainda que a Iniciativa Global de Erradicação da Poliomielite, criada naquele mesmo ano, permitiu que hoje a doença afete um número reduzido de crianças ao redor do mundo. Por outro lado, o documento alerta que essa situação pode mudar rapidamente se a poliomielite não for erradicada, uma vez que a doença tem potencial epidêmico e ainda restam três países endêmicos, o que representa uma ameaça às áreas livres da pólio.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), segundo o informe técnico, indicam que entre o ano passado e este ano nove países registraram casos da doença, na maioria das situações decorrente da importação do poliovírus selvagem de outros países. Neste ano, até o dia 16 de junho, foram registrados 28 casos da doença, todos em países endêmicos (25 no Paquistão e três no Afeganistão).

Fonte: Sesa-ES

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