terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Unidade de demonstração de gengibre impulsiona cultura em Marechal Floriano

O município de Marechal Floriano, na região Serrana do Estado, já produziu muito gengibre. No entanto, devido à incidência de doenças, com destaque para a fusariose e os nematoides, muitos agricultores desistiram da cultura. A fim de retomar os trabalhos com o gengibre, o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) implantou, em parceria com a Secretaria Municipal de Agricultura, uma Unidade de Demonstração de Gengibre na comunidade de Boa Esperança, em Marechal Floriano.

                                                                                                       Foto: Reprodução

“Para retomar o incentivo da cultura do gengibre, realizamos um dia de campo em 2014, que contou com 15 agricultores. Após a atividade, Heitor Schneider, que é filho de um agricultor do município e estuda na Escola Família de Olivânia, em Anchieta, interessou-se por fazer, como trabalho de conclusão de curso, uma unidade de demonstração de gengibre na propriedade de seu pai. Diante dessa demanda, orientamos tecnicamente a instalação da unidade”, explicou o extensionista do Incaper, Cesar Abel Krohling.

Ele disse que a unidade implantada há seis meses na propriedade do senhor Cleber Schneider, com apoio da Associação de Desenvolvimento Comunitário de Boa Esperança (Adecobes), possui 2 mil metros quadrados.

Rentabilidade da cultura

De acordo com o extensionista Cesar Abel Krohling, há potencial para a produção do gengibre no município de Marechal Floriano, já que a cultura gera alta rentabilidade em pequenas áreas. “Atualmente, a produção municipal é de 20 a 30 toneladas de gengibre por hectare. São produzidas 120 toneladas por safra”, informou Cesar.

Ele falou que há muito demanda de mercado, tanto interno quanto para exportação. “O produtor que investir na cultura terá renda garantida, desde que siga as orientações técnicas. Uma caixa de gengibre de 14 quilos está sendo vendida a R$ 200,00”, explicou. O extensionista também destacou que o gengibre pode ser uma opção de diversificação da produção agrícola.

Cuidados com a lavoura

Para que a produção do gengibre seja vantajosa para o produtor, as orientações técnicas precisam ser seguidas adequadamente. “As mudas precisam estar sadias, caso contrário, elas já podem trazer consigo as doenças. Também é preciso fazer análise de solo, adubação com matéria orgânica e calagem, além de irrigar a cada dois ou três dias”, explicou César.

O extensionista também disse que os principais custos que o produtor tem para iniciar o plantio de gengibre são a compra de mudas, já que ela é um rizoma e o preço desse produto está alto no mercado; a nutrição das plantas, com a compra de matéria orgânica e aplicação da calagem e a irrigação.

“Como é uma cultura que necessita ser irrigada com frequência, os produtores que quiserem investir precisam avaliar se em suas propriedades há disponibilidade de recursos hídricos para iniciar a atividade. Por isso, é importante procurar o escritório local do Incaper para fazer essa e outras  avaliações”, explica Cesar.

Usos do gengibre

O gengibre é um rizoma muito utilizado em países como a Índia, China e Japão. É bastante conhecido por suas propriedades medicinais. Popularmente, a raiz fresca é mastigada para tratar dores de garganta. Também é usado para melhorar o sistema digestivo e contém propriedades anti-inflamatórias.

Também é utilizado na preparação de alimentos, como tempero, e na de bebidas, como o “quentão”, apreciado em festas juninas.

O gengibre tem sido usado na indústria de cosméticos, em shampoos e perfumaria.

Fonte: Incaper

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