quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Inclusão Social: Brasil, um país que ainda exige ter para ser

A Realidade Como Ela É, com Breno Caetano

No nosso comentário de hoje, eu atendo uma sugestão do internauta Bruno Eller, que nos pediu a realidade sobre o tema 'inclusão social'. É difícil definir a sociedade brasileira em apenas uma palavra. Acredito que a expressão “Hibridismo”, seria o que mais se aproxima da realidade.


Quando analisamos qualquer outra nação, podemos retirar delas características que são compartilhadas pela grande massa da população, como por exemplo, a cor do cabelo dos alemães, os olhos puxados dos chineses e a cor da pele dos africanos.

É lógico que em todos os casos temos exceções, nem todo alemão é branco e nem todo africano é negro, e isso acontece devido ao hibridismo, que é a mistura entre as raças. Mas o Brasil usou e abusou dessa técnica de misturas, onde negros, índios, colonizadores e imigrantes europeus se tornaram apenas um individuo, o brasileiro.

Quando uma nação é muito hibrida, as pessoas tentam diferenciá-las pela fala, o que funciona em qualquer outro país, menos no Brasil. Temos por exemplo a diferença de um sotaque nordestino e um jargão do sul.
Sendo tão diferente do resto do mundo, o Brasil deveria ser nota 10 no quesito inclusão social, mas não é bem assim que acontece.

É difícil pensarmos que pessoas são excluídas do meio social em razão das características que possuem, como cor da pele, cor dos olhos, cor do cabelo, altura, peso, formação física, capacidade mental entre outros. Já nascemos com essas características e não podemos, de certa forma, ser culpados por tê-las.

A inclusão está ligada a todas as pessoas que não têm as mesmas oportunidades dentro da sociedade. Mas os excluídos socialmente são também os que não possuem condições financeiras dentro dos padrões impostos pela sociedade, além dos idosos, os negros e os portadores de deficiências físicas, como cadeirantes, deficientes visuais, auditivos e mentais. Existem as leis específicas para cada área, como a das cotas de vagas nas universidades, em relação aos negros, e as que tratam da inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

O mundo sempre esteve fechado para mudanças, em relação a essas pessoas, porém, a partir de 1981, a ONU (Organização das Nações Unidas) criou um decreto tornando tal ano como o Ano Internacional das Pessoas Portadoras de Deficiências (AIPPD), época em que passou-se a perceber que as pessoas portadoras de alguma necessidade especial eram também merecedoras dos mesmos direitos que os outros cidadãos.

 Hoje é comum vermos anúncios em jornais, de empresas contratando essas pessoas, sendo que de acordo com o número de funcionários da empresa, existe uma cota, uma quantidade de contratação exigida por lei. Uma empresa com até 200 funcionários deve ter em seu quadro 2% de portadores de deficiência (ou reabilitados pela Previdência Social); as empresas de 201 a 500 empregados, 3%; as empresas com 501 a 1.000 empregados, 4%; e mais de 1.000 empregados, 5%.

Nossa cultura tem uma experiência ainda pequena em relação à inclusão social, com pessoas que ainda criticam a igualdade de direitos e não querem cooperar com aqueles que fogem dos padrões de normalidade estabelecido por um grupo que é maioria. E diante dos olhos deles, também somos diferentes.

E é bom lembrar que as diferenças se fazem iguais quando essas pessoas são colocadas em um grupo que as aceite, pois nos acrescentam valores morais e de respeito ao próximo, com todos tendo os mesmos direitos e recebendo as mesmas oportunidades diante da vida.

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